Exportações caíram, embora tenham aumentado em volume
As exportações brasileiras de produtos lácteos NCM04, no mês de junho de 2024 caíram -7,3%, em relação ao mesmo mês de 2023, em valores, embora tenham aumentado 2,0% em volume.

O recuo ocorreu principalmente nas remessas de ‘Outros produtos NCM0401’ e Leite Condensado. Os aumentos verificados em queijos com menor teor de umidade e de soro de leite não foram suficientes para compensar a perda das exportações nos outros itens.

No acumulado do ano, no entanto, houve crescimentos de 37,3% e 36,8%, em valor e volume, impulsionados por envios de Leite em pó integral, em meses anteriores.

Em equivalente litros de leite (EqL) as exportações corresponderam a 4,5% das importações, no mês de junho, e no acumulado do ano, 14,9%.

Em EqL, as exportações de produtos NCM0402 são as mais representativas, e corresponderam a 52,6% de tudo o que foi exportado no primeiro semestre de 2024. Desde 2014, no entanto, quando foram exportados 216 milhões de litros EqL, o volume foi caindo até atingir o mínimo de 17 milhões de litros EqL em 2018. E, embora as exportações no 1º semestre de 2024 tenham representado uma recuperação em relação ao ano passado, a base de comparação é muito baixa. Foi o segundo pior resultado desde 2013.
Os produtos lácteos NCM0401, que representaram, em EqL, 17,7% das exportações do 1º semestre, são os de menor valor agregado, e os únicos a manterem uma certa estabilidade nas exportações ao longo dos anos.
No 1º semestre de 2024, os queijos (NCM0406), responsáveis por 24% das exportações em EqL, também mostraram um desempenho ligeiramente melhor do que no período correspondente de 2023. No entanto, o volume é menor do que os registrados em 2017, 2018, 2019, 2021 e 2022.

Apesar da relativa estagnação do setor exportador de produtos lácteos, o Brasil tem acesso a 90 países, entre os quais, Cuba aparece como o principal importador de produtos lácteos, tanto em valor como em volume, enquanto a 2ª colocação, em dólar, aparece os Estados Unidos, e em toneladas, vem a China.
Fonte: SECEX/MDIC, via Terra Viva








